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DIA DE LUTA
Roda de Conversa destacou o legado de Margarida Alves e a luta de mulheres e da juventude pela reforma agrária e contra a violência no campo
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12 de Agosto de 2021



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Neste dia 12 agosto celebramos o Dia Internacional e Nacional da Juventude, o Dia da Morte de Margarida Alves e o Dia Nacional de Luta contra a Violência no Campo e pela Reforma Agrária. Nesta mesma data, em 2021, completam 21 anos desde a realização da primeira Marcha das Margaridas. Portanto, está sendo um dia de luta, mesmo que por plataforma virtual por conta da pandemia de Covid-19, com a realização de atividades pela CONTAG, pelas Federações e pelos Sindicatos.

Para celebrar e debater questões referentes a essas datas, a CONTAG realizou a Roda de Conversa “Margarida Alves, presente! Mulheres e Juventude na luta pela reforma agrária e contra a violência no campo”, com a participação da Diretoria da Confederação e de representantes de organizações parceiras. A moderação ficou por conta da secretária de Mulheres, Mazé Morais, e da secretária de Jovens, Mônica Bufon. As convidadas foram Marilene Faustino, secretária de Política Agrária da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Minas Gerais (FETAEMG), Maria Alaídes de Sousa, coordenadora geral do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), e Rosângela Piovizani, representante do Campo Unitário Agrário.

MARGARIDA ALVES

Há 38 anos a líder sindical Margarida Alves foi assassinada na porta de sua casa no dia 12 de agosto de 1983. A partir de então, tornou-se um símbolo de luta e resistência das mulheres do campo, da floresta e das águas. Sua trajetória foi marcada por uma incessante luta pelo direito à terra, contra o latifúndio, pela reforma agrária e contra as injustiças sociais. E é por isso que 12 de agosto, o dia de sua morte, é também o Dia de Luta contra a Violência no Campo e por Reforma Agrária.

Todo esse legado foi destacado ao longo da Roda de Conversa. “Margarida não era só visionária, era comprometida com a sua base. De sua luta surgiram várias Margaridas e, com isso, avançamos muito na luta por direitos e cidadania. Infelizmente, estamos vivendo um período de retrocessos com a perda de direitos e com o desmonte das políticas públicas”, destacou Rosângela Piovizani, representante do Campo Unitário Agrário.

Maria Alaídes de Sousa, coordenadora geral do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), também valorizou o legado de Margarida e a luta das mulheres do campo, da floresta e das águas neste dia que é um marco para todas. "É preciso buscar novas formas de produzir e gritar pelo direito à vida e contra esse projeto de morte que está impactando as nossas vidas. Somos sementes de Margarida Alves e vamos repassar essas sementes para as(os) nossas(os) filhas(os) e netas(os)”.

As dirigentes da CONTAG que moderaram a roda de conversa destacaram que, em nome dessa luta, a cada quatro anos, no mês de agosto, milhares de Margaridas de todos os cantos do País marcham em Brasília por justiça, igualdade e paz no campo e na cidade, na Marcha das Margaridas.

JUVENTUDE

O dia 12 de agosto é também alusivo a outro importante tema, é o Dia Internacional e Nacional da Juventude, instituído pela ONU, em 1999, e, no Brasil, por Decreto Lei, em julho de 2002. Portanto, para a CONTAG, hoje é dia de celebrar, mas também de resistência a tudo o que ainda oprime os sujeitos do campo, da floresta e das águas.

Marilene Faustino, secretária de Política Agrária da FETAEMG, ressaltou vários desafios enfrentados pela juventude rural e reforçou a importância de os(as) jovens encamparem a luta pela reforma agrária. “Um grande desafio para a juventude rural é a falta de condições para permanecer no campo, bem como a falta de esperança, principalmente para romper com esse projeto de desenvolvimento em curso. É preciso também combater todas as formas de violência. Violência que expulsa os trabalhadores e trabalhadoras rurais e nega para nós o direito à terra e à água. Para pensar em sucessão rural é preciso pensar na luta pela reforma agrária”, reforçou Marilene.

COMBATE À VIOLÊNCIA

O Brasil vivencia um contexto de violência generalizada diante de medidas que anunciam a política de morte do atual Governo, cuja forma mais evidente se manifesta através da violência contra os sujeitos do campo, da floresta e das águas e contra os territórios. Assim como Margarida Alves, tantas outras lideranças, como Chico Mendes, Irmã Dorothy, o casal Zé Cláudio e Maria, continuam sendo assassinadas em territórios marcados por conflitos fundiários e ambientais, levando também à destruição dos nossos biomas.

Segundo o relatório Violência no Campo 2020, divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), o número de conflitos registrados durante o ano é o maior dos últimos 35 anos. Os números são assustadores. Foram registradas 2.054 ocorrências em 2020, um aumento de 8% em relação a 2019, envolvendo 914.144 pessoas, 2% a mais que em 2019.

Neste contexto da violência, foi exibido um depoimento de uma agricultora acompanhada pela campanha “A vida por um fio”, que é ameaçada de morte por conta da sua luta pela reforma agrária, que infelizmente retrata a situação vivida por muitas companheiras e companheiros que resistem na luta por um pedaço de terra para permanecer no campo e produzir alimentos.

Esse contexto da luta de mulheres e jovens pela reforma agrária e contra a violência no campo também foi destacado no vídeo manifesto lançado ao final da Roda de Conversa.
FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi



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