Faleceu na tarde do último domingo (5), o secretário geral da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB), Antônio de Freitas Araújo, vítima de complicações de um câncer, diagnosticado em 2013.
Antônio de Freitas Araújo também era presidente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Guarabira. O velório está acontecendo na sede do Sindicato, e o sepultamento será realizado nesta segunda-feira (6), às 15h, no Cemitério local.
Para o presidente da Fetag, Liberalino Lucena, o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais perdeu um grande líder, um amigo, um irmão. “Antônio de Freitas foi um grande homem, uma pessoa muito humilde, que deu muito para o Movimento Sindical. Estamos solidários à toda a sua família e aos trabalhadores e trabalhadoras rurais paraibanos por esta grande perda”.
Breve histórico - Nascido em 28 de março de 1944, no sítio de Tananduba, zona rural de Guarabira, Antônio de Freitas Araújo teve uma história parecida com a de muitos nordestinos que sonham em conquistar na cidade grande, o que a seca lhe tirou ou não permitiu sonhar.
O primeiro, dos 6 filhos, do casal de agricultores Luzia e Severino Barbosa de Araújo, foi a primeira vez à São Paulo em 1948, em companhia de seus pais. O pai resolveu levar a esposa e os 3 filhos que o casal tinha na época, para ajudar na propriedade do sogro. A saudade e as dificuldades encontradas pela maior parte dos nordestinos nos grandes centros, os trouxeram de volta 11 meses após a partida.
Nos estudos foi até a 5ª série primária e dividia seu tempo entre os “deveres de casa” e as obrigações na propriedade da família, onde plantavam mandioca, milho, feijão e criavam alguns animais. Levado pelo pai a se filiar ao Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Guarabira, Antônio de Freitas contava que segundo “Seu Severino”, o Sindicato vinha para defender a Reforma Agrária.
Em 1965, casou-se pela primeira vez, com Luzanira, que lhe deu 8 filhos e o deixou viúvo ainda jovem, em 1985. Três anos depois conheceu Maria Dalva de Oliveira Araújo, com quem se casou pela segunda vez, encontrando o companheirismo e apoio necessários para seguir na luta pelos direitos dos trabalhadores (as) rurais. Com Dalva, teve mais 2 filhos.
Ainda em 1969, uma forte seca o levou novamente para outro grande centro, desta vez o Rio de Janeiro, onde também não ficou nem um ano, retornando para tomar conta de seus avós que se encontravam doentes. De Guarabira não saiu mais.
Durante mais de 30 anos deu sua grande contribuição ao Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR). Participou de todas as grandes lutas e conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras rurais brasileiros. Em todos esses anos, também colaborou com as lutas e organização do MSTTR paraibano, como diretor do Sindicato de Guarabira e da Fetag-PB, exercendo vários cargos dentro das duas instituições. FONTE: Assessoria de Comunicação FETAG-PB - Neudja Henriques